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Ondontologia hospitalar ajuda na redução de infecções e sepse
Na próxima semana, nos dias 20 e 21, acontecerá, em São Paulo, o II Simpósio AMIB de Odontologia, no Park Inn By Radisson Ibirapuera (Av. Ibirapuera, 2534). O encontro reunirá profissionais que atuam no tratamento de pacientes críticos e um dos temas abordados será, justamente, como o profissional de odontologia pode contribuiu com a diminuição de infecções hospitalares nesse ambiente. 16.05.2011
Apesar dos leitos destinados para terapia intensiva representarem menos de 2% dos leitos hospitalares disponíveis no Brasil, esses contribuem nas estatísticas com 25% das infecções hospitalares, com significativo impacto nos índices de morbidade e mortalidade. Em muitos serviços as taxas chegam a ser 5 - 10 vezes maior neste grupo de pacientes.
Segundo a presidente do encontro e do Departamento de Odontologia da AMIB, Dra. Teresa Marcia Morais, “diversos estudos apontam as infecções hospitalares como as mais frequentes complicações do tratamento nas Unidades de Terapia Intensiva. O papel do cirurgião dentista nesse ambiente pode auxiliar muito na diminuição de infecções graves, pois porcentagem considerável dessas infecções começam pela boca”, reforça.
A profissional lembra que nas últimas décadas o cuidado com a saúde bucal deixou de ser uma simples preocupação estética ou processo patológico local para se tornar um fator determinante na saúde e na qualidade de vida do indivíduo. “Ao longo dos anos, a evolução da odontologia vem proporcionando um melhor entendimento da etiopatogenia das doenças bucais, e o interesse pelos efeitos sistêmicos dessas patologias tem se tornado cada vez mais objeto de estudo”, diz a cirurgiã dentista.
As pesquisas científicas estão conferindo as infecções bucais uma interrelação com outras patologias sistêmicas, além de considerá-las com potencial para agravar uma condição sistêmica preexistente ou ainda, colaborar para que o indivíduo tenha maior risco de desenvolver outras doenças. As infecções se tornaram um desafio no ambiente hospitalar, sendo uma manifestação frequente no paciente grave, internado na Unidade de Terapia Intensiva. Isso devido à condição clínica destes pacientes e a variedade de procedimentos invasivos rotineiramente realizados, que determinam uma probabilidade entre 5 e 10 vezes maior de contrair uma infecção, representando cerca de 20% do total das infecções de um hospital.
“Cabe ressaltar que o risco de infecção é diretamente proporcional à gravidade da doença, as condições nutricionais, a natureza dos procedimentos diagnósticos e ou terapêuticos, bem como ao tempo de internação, comprometimento imunológico dentre outros aspectos. Diante disto, é importante ampliar a discussão sobre o risco infeccioso que a cavidade bucal pode representar especialmente em pacientes críticos”, finaliza a Dra. Teresa Morais.
Para mais informações sobre o II Simpósio de Odontologia na UTI da AMIB, acesse:
www.amib.org.br/simpodonto
Link: http://www.dentistry.com.br/article.php?a=1040
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