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Fluoretação e dentifrício na medida certa
Sem dúvida que ao longo das últimas décadas houve uma grande melhoria da saúde bucal das crianças brasileiras, embora o Suplemento de Saúde da Pnad – 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostre que 11,7% dos brasileiros nunca foram ao dentista. A maior parte desse total tem até quatro anos de idade.
Este dado ainda é preocupante e mostra que há a necessidade de informarmos melhor essas famílias quanto à importância da atenção precoce em cuidados com o aleitamento materno, qualidade dos alimentos para promoção da mastigação, forma adequada para a higienização bucal em cada fase do crescimento de desenvolvimento do bebê, e o quão importante é o envolvimento da família para que todos tenham também uma saúde bucal equilibrada.
Para diminuir as desigualdades em saúde bucal entre as grandes regiões do país, é necessário aumentar o acesso da população brasileira aos cuidados odontológicos, sobretudo às ações preventivas e de atenção primária, e expandir a fluoretação da água de abastecimento nas cidades que apresentam piores condições socioeconômicas, promovendo um benefício coletivo de prevenção.
A partir de 1974, a fluoretação da água de abastecimento público passou a ser obrigatória no Brasil, onde existe Estação de Tratamento de Água (ETA), e é regulamentada por meio de legislação. A Lei Federal Nº 6.050, de 24 de maio de 1974, dispõe sobre a fluoretação da água em sistemas públicos de abastecimento, sendo devidamente regulamentado pelo Decreto Federal nº 76.872, de 22 de dezembro de 1975.
A cidade de São Paulo iniciou a fluoretação em 1985, e a mesma foi implantada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). Especificamente no Estado de São Paulo, a Resolução SS-250/95, de 15/08/95, estabelece que as águas dos municípios do referido Estado devam conter 0,7 miligramas de flúor por litro (0,7 ppm) e define como aceitável uma concentração entre 0,6 e o,8 mg/L, no teor de flúor.
Por outro lado, o uso diário do dentifrício fluoretado também contribuiu para a redução da cárie dentária.
Os dentifrícios também são utilizados nas ações coletivas como veículo para flúor tópico durante a escovação supervisionada. Esta atividade deve ser realizada no mínimo trimestralmente, em todas as pessoas, seja qual for o grupo de risco em que estejam incluídas.
Crianças de dois a quatro anos deglutem, em média, 50% do dentifrício utilizado na escovação. Para crianças de cinco a sete anos, esse percentual é inferior a 25%. Isso é um comprovado fator de risco para fluorose dental. Para prevenir o problema, pais ou responsáveis devem ser orientados para supervisionar as escovações domésticas ou as realizadas em ações coletivas pelo menos até os seis anos de idade, para instruir a criança para que não engula a espuma da escovação, e para colocar na escova pequena quantidade de pasta.
A informação foi publicada no site Odonto Magazine. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui
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