Especialista ensina como prevenir e tratar a sensibilidade dental

Comer um doce, tomar um café ou um sorvete ao invés de ações prazerosas tornam-se um martírio para quem sofre de sensibilidade dental, problema cada vez mais comum entre os brasileiros. Pesquisa recente da Unicamp com 202 pessoas aponta que 28% apresentam hipersensibilidade, situação que ocorre quando a dentina, parte do dente protegida pelo esmalte, fica exposta.

A boa notícia é que com hábitos saudáveis é possível evitar a sensibilidade e para quem já tem o problema há tratamentos eficientes, inclusive desenvolvidos por indústrias nacionais com base em estudos científicos e usando nanotecnologia que resolvem o problema de forma mais eficaz e rápida.

Segundo a dentista Constanza Odebrecht, consultora técnica da FGM e professora da Faculdade de Odontologia de Joinville (Univille), a hipersensibilidade dentinária é uma resposta exacerbada a estímulos provocados por hábitos corriqueiros como a escovação dental, consumo de alimentos frios ou ácidos, entre outros. “Esta condição se manifesta em um em cada cinco adultos antes dos 20 anos. Nas pessoas que apresentam doenças gengivais a sua prevalência é mais elevada ainda, devido à exposição do colo dos dentes”.

Para a especialista, o consumo de alimentos ácidos como refrigerantes, sucos de laranja, molhos para salada e vinhos, além de aumentar a sensibilidade dental, pode provocar à erosão dental, e uma consequente perda progressiva de estrutura dos dentes. “Não há necessidade de evitá-los por completo, mas consumi-los menos freqüentemente. O ideal é alternar seu consumo com outros menos ácidos. Além disso, a maneira que eles são ingeridos é de igual importância. Evite bochechar e engula rapidamente ou use canudo para evitar o contato com os dentes”, ensina a dentista.

De acordo com a Dra Constanza, estas duas patologias associadas às caries, embora tenham causas e manifestações diferentes, apresentam algumas características em comum, como por exemplo, a necessidade do aconselhamento nutricional, e podem ser influenciadas por fatores como a quantidade de fluxo salivar, e consumo de flúor. “Desta forma, pessoas que apresentam redução do fluxo salivar são mais suscetíveis à cárie, à erosão dental e à hipersensibilidade dentinária”.

Escovação imediata após alimentar-se é ideal para prevenção de cáries, mas após a ingestão de bebidas ácidas é prudente aguardar pelo menos meia hora antes de escovar, pois o esmalte dental torna-se macio após este tipo de alimentação e pode desgastar facilmente. Outros agravantes são o uso de escovas com cerdas duras e a escovação com muita força.

Para ajudar quem tem o problema foi lançado no mercado nacional um produto à base de hidroxiapatita (mineral que compõe os dentes), flúor e nitrato de potássio. Além de excelente efetividade na hipersensibilidade dentinária, o produto atua na prevenção e tratamento das lesões cariosas de manchas brancas e na erosão dental.

Outra novidade são as escovas desenvolvidas especialmente para quem sofre de sensibilidade. “Com cerdas cônicas extramacias, estas escovas massageiam levemente a gengiva, sem irritar; alcançam melhor o espaço entre os dentes e a gengiva e proporcionam maior penetração e flexibilidade”, informa Gerson Grohskopf, coordenador da área de Higiene Bucal da Condor.

A informação foi publicada no site Dentistry. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui