Cientistas brasileiros avançam em pesquisas e fazem cópia fiel de dente humano

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com institutos e centros de pesquisas brasileiros e norte-americanos, estão mais próximos de conseguir desenvolver uma prótese dentária com forma e tamanho tão perfeitos quanto o dente humano.

Mônica Talarico, pesquisadora do Centro de Terapia Celular e Molecular (CTCmol) e professora da Unifesp, e o marido, Silvio Duailibi, também cirurgião-dentista e professor da Unifesp, conseguiram, em 2004, constituir coroas dentais no abdome de camundongos. Quatro anos mais tarde, em 2008, eles desenvolveram coroas nas mandíbulas dos roedores a partir de células-tronco adultas, retiradas de dentes de animais da mesma espécie.

A pesquisa está na fase pré-clínica e só será concluída em cinco anos, para que então sejam realizados testes em humanos. O desenvolvimento da pesquisa ajudará na diminuição do índice de rejeições a implantes e poderá contribuir, futuramente, para a constituição de ossos, cartilagens, mucosa, pele e outros órgãos, como fígado e rim.

Para Duailibi, os implantes atuais só reparam superficialmente o órgão. “Os dentes têm um ligamento em volta dele que une ao osso. Esses ligamentos têm terminações nervosas que estão ligadas ao cérebro e a todo o sistema nervoso e elas servem para orientar a força de mastigação. O implante metálico não tem isso, então, ele entra no conceito de reparação. Nós estamos visando uma nova saída em que se poderá regenerar e não apenas fazer a reparação de algo que está estragado”.

As informações são do site Agência Brasil. Para ler a matéria na íntegra, acesse: www.agenciabrasil.ebc.com.br