Gerenciando resíduos no consultório Odontológico

O crescente número de estabelecimentos que lidam com resíduos da saúde exige das autoridades responsáveis pela vigilância sanitária a implantação de protocolos específicos, não apenas para procedimentos quando do atendimento do paciente – ou cliente –, mas também quanto ao manejo correto e destinação adequada dos resíduos ali gerados.

E não basta apenas que os protocolos sejam implantados. É importante verificar se estão sendo conduzidos com critério e controle dos benefícios gerados.

Os assuntos relacionados à gestão dos resíduos gerados nos estabelecimentos que prestam serviços de saúde têm ocupado, há muito tempo, as pautas de discussão de diversos setores da sociedade civil organizada em muitos países. No Brasil, o tema é objeto de trabalho sistemático desde o final da década de 1970, mas somente a partir de 2004 foi que recebeu forte impulso, com a inédita parceria entre os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente. Os esforços conjuntos dessas duas pastas resultaram na publicação de dois importantes documentos com força de lei: a Resolução Anvisa 306 e a Resolução Conama 358, complementares ao abordarem os resíduos em função dos riscos que oferecem à saúde humana e à conservação do meio ambiente, respectivamente.

O tema tem evoluído constantemente com o surgimento de novas leis, tecnologias e processos, envolvendo e motivando em presas e sociedade a otimizarem o emprego de recursos, como energia, matéria-prima, água, insumos reaproveitáveis, entre outros. Tudo em favor da busca pela eficiência de sistemas, redução de riscos laborais, benefícios ambientais e resultados econômicos, preferencialmente associado à melhoria da imagem perante o mercado.

Além dos hospitais, postos de saúde e ambulatórios, de certa forma já integrados a algum sistema de conduta e conscientização a respeito da gestão dos resíduos de saúde, a atual legislação também inclui nesse grupo de estabelecimentos as farmácias, clínicas de estética, clínicas veterinárias, centro de controle de zoonoses, salões de beleza, estúdios de tatuagem, serviços de acupuntura e, naturalmente, as clínicas odontológicas.

Geramos muito resíduo No contexto urbano – e dos atuais 190 milhões de brasileiros, 81% vive em cidades (IBGE, 2010) – a geração contínua e persistente de resíduos é característica inevitável de qualquer atividade humana. Lixo, poluição e esgoto causam impactos progressivos, cumulativos e, muitas vezes, irreversíveis ao meio ambiente e à saúde de toda a população, não importando o lugar onde sejam produzidos.

A informação foi publicada no site Odonto Magazine. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui